Em busca da auto-estima perdida – parte 5

O que significa ter uma boa autoestima?

Basicamente, auto-estima significa, quem você é pra você.  Portanto, seguindo esta linha de raciocínio, se você se tiver em “alta conta”, se valorizar, e se considerar como alguém de “valor”, você terá uma auto-estima alta. Do contrário, o que é mais comum, a sua auto-estima será baixa.

Todos têm problemas de auto-estima.

A grande tendência é nos valorizarmos para os “outros” e não para nos mesmos. Alem disso, existe um grande preconceito com relação ao ato de se “valorizar”. Muitas vezes vemos este comportamento como egoísmo, e por isso, nos “proibimos” de gostar de nós mesmos. Se gostar significa que seus sentimentos, suas necessidades e vontades são importantes.

A conseqüência da nossa baixa auto-estima é a desvalorização. Você não é importante para você.

Muitas situações “ruins” que aconteceram, ou que estão acontecendo na sua vida agora, estão diretamente relacionadas à sua baixa auto-estima. O constante sentimento de rejeição, de menos, que sempre “andam” junto com você, levam a uma serie de sentimentos negativos que acabam, por digamos atrair, ou melhor, causar, uma serie de situações negativas e frustrantes. A baixa auto-estima leva até a sentimentos de violência, desde a verbal até a física. Seja violência contra o outro, quanto à violência praticada contra nós mesmos. A pessoa dita “violenta” esta ferida de alguma forma, se frustra por não acreditar que vá obter o que quer, e por isso se vira contra os outros e/ou contra si mesma. Por isso a auto violência é muito comum.

Sem estima esperamos que o “outro” faça, aquilo que não fazemos por nós mesmos.

Você espera que os outros tenham consideração por você. Mas essa consideração você dá para si mesmo?

Você é um “amor” com os outros, e, uma “peste” com você?

Demonstra que tem “jeito”, e condições de considerar e dar amor para os “outros”, mas não faz o mesmo para si?

Muitas vezes, para “compensar” o mau trato que você faz com si mesmo. Você começa a fazer “tudo” para os outros. Tudo que eles “querem”. E a conseqüência disso, é que você se anula. Você acredita que vai “consertar” a sua falta de amor próprio, “consertando” por fora (fazendo para os “outros”), e não mudando a si mesmo. Nestas situações aparecem os medos. O medo de “romper” com o “outro”. Porque você não quer “ficar só”. E este medo é mais intenso, na medida em que você não é seu “amigo”. Você é seu próprio “inimigo”.Você não é seu “amigo”, porque nas horas de dificuldade, quando, por exemplo, você comete algum “erro”, você simplesmente “morre de vergonha de si mesmo”, e é o primeiro a se colocar” para baixo”. Você tende a se tratar com uma exigência absurda. Podendo desta forma, estar repetindo o “modelo” como foi tratado pelos pais, ou por outras pessoas na sua vida.

Em nome do amor, existe muito desamor. Mas, não adianta questionar aqueles que te ensinaram a se tratar desta forma, porque, sendo você um adulto, não esta mais “na mão deles”, mas nas suas próprias mãos. Alem disso, o que você faz por si mesmo, hoje em dia, melhor que estas pessoas, fizeram no passado? Talvez elas tenham tentado fazer o melhor por você. E você tem feito o que por você?

Provavelmente nada, ou sendo otimista, muito pouco.

As outras pessoas fazem muita coisa por nós, isto é inegável. Mas não são só eles que tem que fazer tudo.

O que você “faz” ai dentro de si?

Não existe nada mais importante neste mundo do que você estar bem com você mesmo. Porque se acontecer o “ruim” fora, você está bem por dentro. Por isso você não pode se ignorar, e não se aceitar.

Pense Nisso

Alex Domingos

Anúncios

Previsão

Um mestre do xadrez nunca pensa só no próximo movimento. Ele está pensando três, quatro ou cinco movimentos a frente. Os líderes fazem a mesma coisa. A visão deles e projetada bem no futuro. E aquele futuro e tão familiar para eles como a pode ser a mente finita. Sonharam sonhos daquele lugar. Plantaram e construíram as suas esperanças lá. Eles já previram uma conclusão naquele futuro.

Líderes não são aqueles entusiasmados por viagens curtas. Eles estão em uma longa jornada de excelência. Sabem quem  jornada e feita de passos individuais, cada um plantando firmemente em território inexplorados

Em certo sentido, eles nunca chegam. Quando uma fase de um projeto é concluída, movem-se imediatamente para o próximo. Quando uma meta e alcançada estendem o novo. Nenhum problema já é o fim da estrada. Nenhuma realização e o topo da montanha. Sempre há aquele próximo passo, o passo já sonhado em seu coração, o passo planejado, orado e sustentado por causa da visão do longo alcance.

Pense nisso.

Alex Domingos

AUTO-ESTIMA

Auto-estima é um dos mais importantes aspectos que compõe a personalidade, dando uma identidade ao individuo e influenciando na sua adaptação à sociedade. A auto-estima esta relacionada a forma como cada um “vê” a si mesmo levando em conta seus aspectos tanto positivos quanto negativos , e a partir disso formando um sentido de valor próprio.

A auto-estima também pode ser definida como:

•  A capacidade que cada pessoa tem de valorizar-se, amar-se, apreciar-se e aceitar-se.

•  O conjunto de atitudes do individuo sobre si mesmo (Burns).

•  A percepção avaliativa de si mesmo.

A auto-estima se relaciona com muitas formas de conduta. As pessoas com uma auto-estima elevada relatam menos emoções agressivas e negativas e menos depressão que as pessoas com uma auto-estima baixa.

De modo similar, as pessoas com uma auto-estima elevada podem manejar melhor o stress, e quando são expostas ao mesmo, experimentam menos efeitos negativos na sua saúde.

A época mais importante para o desenvolvimento da auto estima é a infância. A criança compara seus “eu” real com seu “eu” ideal, e julga a si mesma pela maneira que consegue alcançar os padrões sociais e as expectativas que formou de si mesmo

As opiniões das crianças sobre si mesmas tem um grande impacto na formação  da personalidade, em especial no seu estado de animo habitual. Portanto, a auto-estima é o conceito que temos sobre nosso próprio valor, baseados em todos pensamentos, sentimentos e experiências que passamos, e como nos avaliamos nestas experiências (fracassado, vitorioso, satisfeito, frustrado, etc.). As milhares de impressões, avaliações e experiências assim reunidas, juntam-se em um sentimento positivo ou negativo sobre nos mesmos.

Os tipos de auto-estima são:

  • Auto-estima Alta :  A pessoa se ama, se aceita e se valoriza, pelo que realmente é.
  • Autoestima Baixa: A pessoa não se ama, não se valoriza e não se aceita. Frequentemente tem “modelos” de como deveria ser.
  • Auto-estima Inflada ou narcisistica: A pessoa se ama mais que qualquer outra, e valoriza demais as suas qualidades.

 

Características das pessoas com boa auto-estima (Campos e Muños, 1992)

  • Sabem que coisas fazem bem e aquelas  em que podem melhorar.
  • Se sentem bem consigo mesmos
  • Expressam suas opiniões
  • Não tem medo de falar com outras pessoas
  • Sabem identificar e expressar suas emoções para outras pessoas.
  • Participam de atividades no trabalho e escola.
  • Contam consigo mesmas para resolver as situações me sua vida, o que não significa que ignorem a ajuda e o apoio dos outros.
  • Tem consideração pelas outras pessoas, possuem um sentido de ajuda, e se dispõe a colaborar com os outros.
  • São criativas e originais, inventam coisas, e se interessam por realizar tarefas desconhecidas, aprendendo atividades novas.
  • Lutam para alcançar aquilo que querem
  • Desfrutam a própria vida.
  • Se “lançam” em novas atividades
  • Costumam ser organizados em suas atividades
  • Não tem vergonha de perguntar algo que não sabem
  • Defendem suas opiniões diante dos outros
  • Reconhecem quando erram
  • Não se importam que digam suas qualidades.,
  • Conhecem suas qualidades e procuram superar  seus defeitos
  • São responsáveis por suas ações
  • São lideres naturais

Pense nisso

Alex Domingos

Em busca da auto-estima perdida – Parte 4

AS VANTAGENS DE UMA VIDA DIRIGIDA POR PROPÓSITOS

Existem cinco grandes vantagens em se levar uma vida dirigida por propósitos:

1.)Conhecer o propósito de sua vida faz com que ela tenha sentido. 

Fomos feitos para ser importantes. Quando a vida faz sentido, você pode suportar quase tudo; sem isso, tudo é insuportável.

A esperança é tão essencial para a sua vida como o ar e a água. É preciso esperança para vencer. A esperança é gerada quando se tem propósito.

2.)Conhecer seu propósito simplifica a vida.

Ele define o que você faz e o que você não faz. O propósito se torna o padrão pelo qual você avalia quais ações são essenciais e quais não são. Você simplesmente pergunta: “Esse ato me ajuda a cumprir o propósito de Deus para minha vida?”.

Quem não conhece seu propósito tenta realizar além do que deve – e isso causa estresse e fadiga, gerando conflitos 

3.) Conhecer seu propósito direciona sua vida.

Faz com que Você se torne eficiente ao selecionar o que é prioridade.

Faz parte da natureza humana distrair-se com assuntos de menos importância.

Muitas pessoas ficam girando em um ritmo descontrolado sem jamais chegar a lugar algum, e isso causa um vazio interno.

A Bíblia diz: Não ajam como pessoas sem juízo, mas procurem entender o que o Senhor quer que vocês façam. (Efésios 5:17)

Deixe de ser inconstante. Pare de tentar fazer de tudo. Faça menos.

4.) Conhecer seu propósito estimula a sua vida.

O propósito sempre produz entusiasmo. Nada traz mais vigor que um propósito claro. No entanto , quando falta um propósito até mesmo levantar-se da cama se torna um fardo.

1.)Conhecer seu propósito o prepara para a eternidade.

Muitas pessoas passam a vida tentando criar uma herança a ser deixado sobre a terra. Elas querem ser lembradas quando partirem. Entretanto, o que em última análise mais importa não é o que os outros dizem sobre sua vida, mas o que Deus diz.

Viver para criar uma herança na terra é um objetivo pequeno. Uma utilização mais sábia do tempo é construir uma herança eterna. Você não foi posto na terra para ser lembrado. Você foi posto aqui para se preparar para a eternidade.

Chegará o dia em que estará diante de Deus, e ele fará uma auditoria em sua vida; um exame final, antes que você entre na eternidade. A bíblia diz: Pois todos nós estaremos diante de Deus para sermos julgados por ele […] Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. (Romanos 14:10b; 12).

Felizmente, Deus quer que passemos nesse teste, por isso ele nos passou as perguntas antecipadamente. A partir da Bíblia, podemos supor que Deus nos fará duas perguntas fundamentais:

Primeira: O que você fez com meu Filho, Jesus Cristo? O único ponto importante será: “Você aceitou o que Jesus fez por você, aprendeu a amá-lo e confiar nele?”.  Jesus respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chagar até o Pai senão por mim (João 14:6)

Segunda: O que você fez com que eu lhe dei? O que fez com sua vida – todas as dádivas, talentos, oportunidades, energia, relacionamentos e recursos que Deus lhe deu? Você os gastou consigo mesmo ou os utilizou para os propósitos que Deus lhe deu?

Prepará-lo para essas duas perguntas é o objetivo deste estudo. A primeira vai determinar onde você passará a eternidade. A segunda determinará o que você fará na eternidade. Ao terminar este estudo, você estará pronto para responder a essas duas perguntas.

Pense nisso

Alex Domingos

Em busca da auto-estima perdida – Parte 3

O homem sem propósito é como um barco sem leme.

 Todo e qualquer indivíduo tem a sua vida dirigida por algo.

 A maioria dos dicionários define a palavra “dirigir” como “guiar, controlar, direcionar”. Se você está dirigindo um carro, estará naquele momento guiando, controlando e direcionando. Qual a força que dirige a sua vida?

Neste exato momento, você pode estar sendo dirigido por um problema, por pressão, ou por um prazo limitado. Você pode estar sendo dirigido por uma lembrança dolorosa, um temor que aflige ou uma crença inconsciente. Existem centenas de circunstâncias, valores e emoções que podem dirigir sua vida. Eis aqui cinco dos mais comuns.

 

1.)Muitos são dirigidos pela culpa.

  • Tais pessoas passam a vida inteira fugindo do remorso e ocultando sua vergonha. Pessoas dirigidas pelas culpas são manipuladas por suas lembranças.
  • Elas permitem que seu passado controle seu futuro. Somos produtos de nosso passado, mas não temos de ser prisioneiros dele.A Bíblia diz: Feliz aquele cujas maldades Deus perdoa e cujos pecados ele apaga! (Salmos 32:1).

 

2.)Muitos são dirigidos pelo rancor e pela raiva.

  • Eles se apegam a mágoas, sem jamais superá-las. Em vez de aliviarem sua dor através do perdão, nutrem o sentimento de raiva constantemente. Algumas pessoas dirigidas pelo rancor “se fecham” e interiorizam suas raivas, enquanto outras “explodem” sobre os outros. Ambas as reações são ruins e não trazem nenhum benefício.
  • O rancor sempre machuca mais a você do que a pessoa que trouxe tal indignação. Enquanto aquele que o ofendeu provavelmente esqueceu o insulto e seguiu com sua vida, você continua angustiado em sua dor, perpetuando o passado. Ouça: O que passou, passou! Nada poderá mudar o passado.
  • Você apenas machuca a si mesmo com a sua amargura. Para o seu próprio bem, aprenda com o passado e então afaste-se dele. A bíblia diz: Ficar desgostoso e amargurado é loucura, é falta de juízo, que leva a morte. (Jó 5:2)

 

  • 3.)Muitos são dirigidos pelo medo.
  • Seus temores são provavelmente o resultado de experiências traumáticas passadas. Pessoas dirigidas pelo medo com freqüência perdem grandes oportunidades por terem medo de correr riscos. Em vez disso, elas se comportam de maneira cautelosa, evitando riscos e tentando manter a situação como está.

Existem 2 tipos de medo:

  • O medo que preserva e o medo que paralisa:
  • O medo que preserva é um medo natural e saudável, que nos impede de nos submeter a situações perigosas.
  • O medo que paralisa é como uma prisão. Paralisa nosso potencial, e nos impede de ser o que deus quer que sejamos.. Você tem de agir contra isso, com as armas da fé e do amor.  Acreditando que você é Santo, filho de Deus, herdeiro de Deus, menina dos olhos de Deus.

 

A bíblia diz: No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo. Portanto, aquele que sente medo não tem no seu coração o amor totalmente verdadeiro, porque o medo mostra que existe castigo.(I Jo 4:18).

 

4.)Muitos são dirigidos pelo materialismo.

  • Seu desejo de adquirir se torna o único objetivo na vida. O impulso de sempre querer mais baseia-se no conceito errôneo de que ter mais me tornará mais feliz, mais importante e mais protegido. Mas os três pensamentos são falsos. Posses somente trazem felicidade temporária.
  • Seu valor não é determinado pela suas posses, e Deus deixa claro que as coisas mais valiosas da vida não são os bens!
  • O mito mais freqüente a respeito do dinheiro é o que diz que, quanto mais dinheiro se tem, mais protegido se está. Isto não é verdade. Riquezas podem ser perdidas em um piscar de olhos, em virtude de uma enorme quantidade de fatores incontroláveis. A verdadeira proteção só pode ser achada naquilo que nunca poderão tomar de você seu relacionamento com Deus.

 

5.)Muitos são dirigidos pela necessidade de aprovação.

  • Não conheço todas as chaves do sucesso, mas uma chave para o fracasso é tentar agradar a todos. Ser controlado pelas opiniões dos outros é uma forma segura de deixar de lado os propósitos de Deus para a sua vida. Jesus disse: Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. (Mateus 6:24). Devemos ser como jiló e não como o chuchu. 

Nada é mais importante do que conhecer os propósitos de Deus para a sua vida, e nada pode compensar o prejuízo de não conhecê-lo: nem o sucesso, nem as riquezas, nem a fama, nem os prazeres. Sem um propósito, a vida é um movimento sem sentido, uma atividade sem direção e acontecimentos sem motivo. Sem um propósito, a vida é trivial, mesquinha e inútil.

Pense nisso

Alex Domingos

Em busca da auto-estima perdida – Parte 2

Deus quer que você viva com propósitos.

A base da auto-estima está em se ter consciência de algumas coisas:

Eu, o Senhor, sou o seu Criador e o tenho ajudado desde o dia em que você nasceu. Israel, meu servo, não fique com medo, pois eu o amo e o escolhi para ser meu. Isaías 44.2

Você não é um acidente.

  • Seu nascimento não foi um erro ou uma infelicidade, e a sua vida não é um acaso da natureza. Seus pais podem não tê-lo planejado, mas Deus certamente o fez. Ele não ficou nem um pouco surpreso com seu nascimento. Aliás, ele o aguardava.
  • Muito antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus. Ele pensou em você primeiro. Você não está respirando neste exato momento por acaso, sorte, destino ou coincidência. Você está vivo porque Deus quis criá-lo! A Bíblia diz: Tu cumprirás tudo o que me prometeste. O teu amor dura para sempre, ó Senhor Deus. (Salmos 138:8).

Deus determinou cada pequeno detalhe de nosso corpo. Ele deliberadamente escolheu sua raça, a cor da sua pele, seu cabelo e todas as suas outras características. Ele fez seu corpo sob medida, exatamente do jeito que queria. Ele também determinou os talentos naturais que você possuiria e a singularidade de sua personalidade. A bíblia diz: Tu viste quando os meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo,…  (Salmos 139:15).

Uma vez que Deus o fez por motivo, ele também decidiu o momento de seu nascimento e seu tempo de vida. Ele planejou os dias de sua vida antecipadamente, escolhendo o momento exato de seu nascimento e de sua morte. A bíblia diz:…Tu me viste antes de eu ter nascido. Os dias que me destes para viver foram todos escritos no teu livro quando ainda nenhum deles existia. (Salmos 139:16) 

Deus também programou onde você nasceria e onde viveria para o propósito dele. Sua raça e nacionalidade não são um mero acaso; Deus não deixou nenhum detalhe ao acaso. Ele planejou isso tudo para o propósito dele. A Bíblia diz: De um só homem ele criou todas as raças humanas para viverem na terra. Antes de criar os povos, Deus marcou para eles os lugares onde iriam morar e quanto tempo ficariam lá.  (Atos 17:26).

Nada em sua vida é um acaso – Tudo foi feito em função de um propósito.

  • Deus nunca fez nada por acaso, ele nunca comete erro. Ele tem um motivo para tudo que criou.
  • O motivo para Deus tê-lo criado foi o amor que ele tem. A bíblia diz: Antes da criação do mundo, Deus já nos havia escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo, a fim de pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dele sem culpa. Por causa do seu amor por nós,… (Efésios 1:4).
  • Deus já pensava em você antes de formar o mundo. Na verdade, você foi o motivo de Deus ter criado o mundo! Deus projetou o meio ambiente deste planeta para que pudéssemos viver nele. Nós somos o foco de seu amor e o elemento de maior valor em toda a sua criação. A Bíblia diz: Pela sua própria vontade ele fez com que nós nascêssemos, por meio da palavra da verdade, a fim de ocuparmos o primeiro lugar entre todas as suas criaturas (Tiago1:18). Eis quanto Deus o ama e valoriza!

Se não houvesse um Deus, seríamos todos “acidentes”, o resultado de um fato incerto no universo

Mas há um Deus que o fez por uma razão, e a sua vida tem um profundo significado! Descobrimos esse significado e propósito somente quando tomamos a Deus como ponto de referência de nossa vida. A única forma precisa de compreendermos a nós mesmos é pelo que Deus é, e pelo que ele faz por nós.

Pense nisso…..

Alex Domingos

Auto-estima: diferencial competitivo

— Revista Vencer —

Auto-estima é, com absoluta certeza, um dos temas mais importantes na história do desenvolvimento humano. Sua importância é tão grande que se dedicaram a ele, em pelo menos algum momento de suas vidas, a imensa maioria das personalidades históricas das mais respeitadas áreas do conhecimento, como filosofia, psicologia, psicanálise, antropologia, sociologia, administração e teologia, apenas para citar algumas.

Trata-se de um assunto extremamente sério, mas que é frequentemente tratado de maneira fútil e superficial. Fala-se da auto-estima como se fosse uma questão simples e a colocam na categoria do pensamento positivo, da auto-ajuda, do “faça você mesmo” e das miraculosas promessas de soluções rápidas e práticas oferecidas para todo e qualquer problema em programas de televendas. A maioria das propostas para melhorar a auto-estima mais se parece com as propagandas para calvície e celulite, prometem tudo e não entregam absolutamente nada. Isso ocorre por uma razão principal: estão baseadas em premissas e conceitos equivocados.

Este artigo tem como intenção conscientizar sobre a seriedade do tema e sobre o quanto precisamos nos dedicar à sua compreensão e aplicação cotidiana.

Vamos encontrar a relevância do tema da auto-estima desde a regra de ouro do cristianismo “Ame o próximo como a ti mesmo“, que nos deixa bem claro que sem aceitação e amor para conosco não haverá aceitação e amor para com o próximo, até as questões fundamentais da vida profissional, onde a ausência de auto-estima compromete gravemente a performance de pessoas e organizações.

Por isso, de maneira direta ou indireta, o tema aparece como pano de fundo para importantíssimas conceituações no trabalho de nomes consagrados no RH e na Administração, como Mayo, Maslow, Senge e Drucker, apenas para citar alguns.

Dentro das questões mais atuais de uma sociedade pós-industrial, a demanda deixa de ser por “realizadores de tarefas” e passa a ser por intra-empreendedores. As empresas passam a demandar por pessoas de iniciativa, inovadoras, decididas, dotadas de autonomia, autoconfiança e resiliência. Isso torna evidente o papel da auto-estima como competência essencial para a empregabilidade e desenvolvimento de uma carreira de valor.

A baixa auto-estima prejudica gravemente o processo decisório e o estabelecimento de atitudes vencedoras.

As mudanças na competitividade atual não geraram apenas novas demandas técnicas e tecnológicas, mas igualmente geraram novas demandas psicológicas e colocaram o desenvolvimento da auto-estima no topo da lista das competências essenciais para vencer e ter qualidade de vida.

Afinal, o que é auto-estima?

Sem academicismos, podemos definir auto-estima como sendo o conjunto de crenças e atitudes que você tem em relação a si mesmo, formadas a partir de você e também a partir da opinião dos outros com relação a você.
É importante notar que, quando falo sobre as opiniões das outras pessoas, não estou considerando que todas elas tenham a mesma importância e impacto sobre você e sua auto-estima. As opiniões de outra pessoa são tanto mais impactantes e decisivas quanto maior envolvimento, respeito e admiração você tiver por ela. As opiniões que mais nos abalam são as de um grupo especial de pessoas que temos como referência, pessoas cujas opiniões consideramos especialmente válidas e importantes.

Auto-estima é a sensação e a vivência do seu nível de adequação e aceitação diante dos desafios da vida!

Auto-estima = conseqüências da sua auto-imagem (como você se sente e se vê) + conseqüências da sua imagem percebida pelos outros (como os outros demonstram que vêem você).

É importante observar, logo de cara, o papel fundamental da percepção no desenvolvimento da auto-estima. Você não é necessariamente como pensa ser e também não é necessariamente como os outros o vêem. Tanto você quanto os outros podem estar enganados, interpretando partes da sua imagem como sendo a imagem total e/ou generalizando um momento particular que você está vivendo.

Aqui já temos uma importante reflexão sobre as questões que envolvem a auto-estima: precisamos nos dedicar ao exercício de olhar para nós mesmos com um olhar sincero, deixando de lado as artimanhas que usamos para fugir deste encontro, tais como os mecanismos de subestimação ou superestimação.

Na maioria das vezes você encontra pessoas que se acham “um nada” ou com outras que se acham “o tudo”. Em nenhuma delas o mecanismo da auto-estima vai bem. Estas pessoas vivem em uma bolha de ilusão que construíram com sua “síndrome da vítima” ou na bola de fogo da sua “fogueira da vaidade”. Ambas, sob pressão, desmoronam.

Compreendendo a auto-estima global

Muitas pessoas utilizam a expressão auto-estima em um sentido absoluto, quando deveriam compreender sua composição relativa. Alguém que esteja com relativa baixa auto-estima em função de questões profissionais pode ter excelente auto-estima oriunda das questões sentimentais. Se considerarmos a auto-estima desta pessoa como um todo, ela é menor do que poderia ser em virtude do déficit no setor profissional. Por outro lado, um déficit em uma das áreas da nossa vida não deveria ser generalizado, afetando na totalidade a nossa auto-estima. Ao invés de ficar com baixa auto-estima no todo, deveríamos no máximo ficar com baixa auto-estima na área em que ocorreu o déficit.

Mas o que acontece é que qualquer déficit em uma das áreas compromete a auto-estima como um todo, contamina as demais áreas.

Podemos entender por auto-estima em sentido absoluto o resultado cumulativo das nossas auto-estimas relativas:

“Auto-estima global” = “auto-estima profissional” + “auto-estima sentimental” + “auto-estima espiritual” + “auto-estima sexual” + etc.

O que chamamos de auto-estima real ou global é a conclusão do seu nível de adequação diante das múltiplas situações apresentadas pela vida.

Em termos relativos, podemos entender a auto-estima como uma espécie de comparação entre um desempenho que nós acreditamos que deveríamos ter e aquele que estamos de fato obtendo.

Exemplo de auto-estima relativa ao sucesso profissional:

Auto-estima profissional = Sucesso Vivenciado versus Sucesso Pretendido

Exemplo de auto-estima relativa aos aspectos sentimentais:

Auto-estima sentimental = prazer e realização proporcionados pela relação versus prazer e realização esperados na relação

Importantes ilusões a serem vencidas

Ao perceber o caráter relativo proposto no exemplo anterior, muitas pessoas pensam: “Já sei como melhorar minha auto-estima, é só diminuir as minhas expectativas, querer menos da vida”. Esse erro é muito grave. É fundamental observar que aquilo que pretendemos como objetivo para cada área de nossas vidas só deve ser diminuído se estiver superestimado, exagerado diante de uma análise lúcida da realidade.

Não devemos cair na ilusão de buscar aumentar a nossa auto-estima apenas diminuindo nossas expectativas em cada área de nossas vidas.

É verdade que expectativas menores podem nos conduzir a frustrações menores, mas expectativas pobres significam uma vida empobrecida… E nenhuma vida empobrecida poderá fornecer elevada auto-estima já que, no fundo, auto-estima está diretamente relacionada à auto-realização. Ninguém poderá realizar-se fazendo menos do que tem potencial para fazer!

Auto-estima diz respeito a você. Por isso, lembre-se de não fazer da comparação com os outros o mecanismo principal de medida da sua auto-estima. Tenha as outras pessoas como referências, considerando sempre o contexto delas e sabendo que este contexto é diferente do seu. Podemos até nos inspirar nas outras pessoas em busca do nosso aperfeiçoamento, seja pelo desenvolvimento das nossas virtudes, seja pela superação dos nossos defeitos, mas não podemos nos confundir com as outras pessoas e com o contexto em que as virtudes e defeitos delas acontecem!

Manter uma obsessão comparativa pelo comportamento e êxitos das outras pessoas não colabora com o estabelecimento de uma auto-estima saudável. Lembre-se: auto-estima diz respeito a você! Você não está isolado do mundo, mas tampouco o mundo deve ser o determinante sobre seu sentimento de adequação. Se fosse assim, seríamos sempre reféns sem nenhuma chance de vitória sobre os comportamentos condicionados e o pensamento dominante. Lembre-se de Eleanor Roosevelt, que dizia: “Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento”. As percepções e julgamentos das outras pessoas são apenas uma das inúmeras peças sobre as quais você constrói os alicerces da sua segurança emocional.

Os adversários da auto-estima são: a comparação, a auto-critica, a auto-rejeição, a insegurança.

Auto-imagem e Imagem exterior

Ao analisar a sua auto-estima você deve considerar: 1) a sua auto-imagem, formada pelo seu juízo de valor e adequação quando se compara com a imagem que você quer ter e, 2) a imagem exterior, que, partindo da percepção dos outros sobre você, afeta o seu juízo de valor e adequação.

A sua auto-imagem depende do quanto você se aceita, do seu grau de responsabilidade e do quanto você reforça positivamente suas atitudes vencedoras. Uma auto-estima insuficiente prejudica gravemente o processo de aprendizagem e maturidade, gerando indivíduos problemáticos e profundamente incoerentes.

Tanto sua auto-imagem quanto a imagem exterior possuem duas características que precisamos aprender a reconhecer: a objetividade e a subjetividade. Objetividade é o que de fato aconteceu, subjetividade é aquilo que nós achamos que aconteceu.

Para estabelecer uma auto-estima saudável, você precisa aprender a olhar as coisas sob o critério da objetividade. Não que eu imagine que você consiga desenvolver um olhar supraconsciente, isento de toda e qualquer ilusão, mas quero convidar você a olhar com o máximo critério possível para evitar que ilusões grosseiras (mas muito comuns) afetem a sua auto-estima.

Por exemplo, quando alguém nitidamente egoísta chama outra pessoa de egoísta, existe uma enorme chance de que esta segunda pessoa seja totalmente inocente da acusação. Afinal, dificilmente um egoísta faz apreciações isentas de interesses particulares. Um egoísta acusa porque quer que o outro se submeta ainda mais egoísmo dele. Mas se a segunda pessoa considerar esta opinião como válida (por não perceber a distorção), poderá abalar a sua auto-imagem e, conseqüentemente, a sua auto-estima, passando a se considerar egoísta, apenas por que alguém a vê dessa maneira.

Se seguisse o critério da objetividade, a acusada procuraria observar onde foi que “de fato” ela agiu de maneira egoísta, se esta opinião é verdadeira ou não. Uma grande parte do que as pessoas falam a seu respeito para você não corresponde a nenhuma realidade objetiva. Pode ter certeza disso.

Principais dificuldades no estabelecimento da auto-estima saudável

A primeira e mais séria dificuldade no estabelecimento da auto-estima saudável é aceitar qualquer valor externo a você como mais importante e significativo que os valores internos.

Outra dificuldade a ser vencida é conhecer-se com sinceridade, não fugindo de si mesmo, de suas dúvidas, traumas, medos, incertezas e do seu estilo pessoal de reagir aos fatos. Precisamos parar de agir como se fôssemos desta ou daquela maneira e passar a agir como somos de verdade.

É fundamental compreender que muitas das nossas dores já são cicatrizes e, portanto, se referem a algo que já impactou suficientemente as nossas vidas. Temos a tendência de continuar alimentando sucessos ou fracassos que não existem mais e, ao fazer isso, exacerbamos ou diminuímos desnecessariamente a nossa auto-estima. Cada acontecimento tem uma data de validade em nossas vidas. Não continue se alimentando com os que já venceram.

Traumas de infância, adolescência e outras épocas anteriores de sua vida precisam ser compreendidos dentro do contexto e tempo em que ocorreram. Suas repercussões atuais devem se dar no campo das contribuições para a nossa maturidade e não no campo da nossa coleção de objeções à vida atual!

Existem muitos métodos, abordagens e terapias que podem e devem ser empregados para nos auxiliar a colocar estas lembranças em seus devidos lugares. Não hesite em lançar mão deles.

É preciso ter coragem para enfrentar o desconforto e o desgaste de sair de nossa zona de conforto. Ao invés de nos desculparmos pelo que ainda não somos, temos que agir de maneira lúcida para nos tornar o que podemos e devemos ser.

Uma imensa maioria das pessoas perde o jogo de suas vidas sentada na arquibancada, sem nem sequer entrar em campo para ver o que de verdade poderiam fazer. No cinema, a sombra dos monstros é sempre maior que os monstros. Na vida psíquica também é assim. Vencer o comodismo de já saber o suposto resultado do jogo e ter que se conformar com ele é outra dificuldade fundamental a ser vencida. Se você não vencer os aspectos menos positivos da sua própria história, não poderá jamais estabelecer uma auto-estima saudável.

Reconheça-se como uma pessoa que às vezes acerta, outras erra, que às vezes ganha, outras perde e que acertar, errar, ganhar e perder são somente circunstâncias. Você é sempre maior que as circunstâncias. Mas veja bem, ser maior que as circunstâncias não significa que você é um ser acima do bem e do mal ou que os acontecimentos não fazem diferença. Significa que você é um ser humano normal, que aprende com suas experiências, mas que elas são apenas parte e não a totalidade da sua vida!

O perigo da falsa auto-estima

Pessoas que se aplaudem demais, dizem que se amam demais e acreditam que são “super” estão muito mais doentes do que pensam! O que acontece é justamente o contrário.

Pessoas narcisistas têm na verdade uma auto-estima baixa, disfarçada de auto-estima elevada. Egos inchados escondem pessoas inseguras e imaturas. Pessoas que se aplaudem demais temem que os outros não o façam e por isso se disfarçam de vencedoras, mas têm, na verdade, um imenso medo da vida e uma insegurança gigantesca. São pessoas que não suportam um teste de solidão, se desesperam quando ficam sozinhas, porque no fundo não conseguem ficar consigo mesmas.

Pessoas que mentem continuamente para si próprias e estabelecem esta falsa auto-estima, ainda que experimentem sucesso e prosperidade, acabam colocando tudo a perder em situações sempre trágicas, envolvendo desvios éticos e morais graves e/ou buscando o auto-aniquilamento direto ou indireto através de drogas, busca constante de situações de risco , auto sabotagem e até mesmo suicídio. A vida de muitas celebridades e personalidades, especialmente no mundo das artes e da política, é  exemplo conhecidíssimo destes fatos. Deu para você perceber o perigo das receitas baratas de obtenção de uma falsa auto-estima?

Longe de encerrar em tão breve artigo um tema tão vasto e relevante como o da auto-estima, é válido relembrar os seguintes fatos: o assunto é muito, mas muito mais sério que a maioria das abordagens que recebe no dia-a-dia. Além de suas dimensões particulares, o tema tem reflexos diretos e intensos no desenvolvimento das competências essenciais hoje demandadas no ambiente corporativo. Não podemos obter melhora na nossa auto-estima com métodos simplistas baseados em frases motivacionais do estilo pensamento positivo, repletas de forma, mas ocas de conteúdo.

Se quisermos melhorar nossa auto-estima, teremos que reavaliar e tratar em níveis mais profundos as origens das cicatrizes existentes na nossa auto-imagem. Auto-estima e autoconhecimento caminham juntos, mas não são um processo fácil nem rápido de alterar. Isso exige coragem, discernimento, disciplina e persistência. Antes de melhorar nossa auto-estima, temos que vencer o medo e a preguiça que nos impedem de nos conhecer melhor. Na maioria das vezes, teremos que vencer o desconforto de perceber que nós mesmos nos abandonamos nos caminhos da vida e que vai ser necessário esforço, trabalho duro e consciente para estabelecermos novamente uma postura vencedora diante dela, e que isso  só depende de mim mesmo.

As cicatrizes na nossa auto-imagem, de qualquer origem, são, na sua maioria, profundas e dolorosas e não cedem com remédios baratos. Não há receita mágica nem universal para eliminá-las. Cada indivíduo tem um processo que é único no resgate da sua auto-imagem positiva.

Para vencer estes desafios, teremos que compreender que não basta autoconfiança, como propõem alguns métodos miraculosos do tipo “recupere a sua auto-estima em algumas lições”. Não basta autoconfiança, porque autoconfiança não é algo que você possui antes de realizar vitórias. Você vence uma dificuldade, então adquire confiança que pode avançar e vencer outra, e depois outra maior. Não existe autoconfiança na ausência do êxito. É o sucesso que gera a autoconfiança e não a autoconfiança que gera o sucesso.

Somente quando experimentamos muitos sucessos seqüenciais é que desenvolvemos uma espécie de “estoque de autoconfiança”, que patrocina nossas vitórias até mesmo em novas áreas de atuação. Mas no início você precisará vencer várias batalhas para que se instale uma auto-imagem melhor e um bom nível de autoconfiança.

No atual estado da nossa competitividade (no mundo dos negócios), que exige decisões rápidas, atitudes proativas e assertivas dentro de uma visão empreendedora, seu nível de auto-estima, assim como as demais características que denotam a sua maturidade psicológica, tornam-se fatores essenciais para a sua empregabilidade e desenvolvimento de uma carreira prazerosa e de sucesso. Torna-se inevitável nesta era de convergência que passemos a abordar o Homem e todos os temas que lhe dizem respeito, de maneira cada vez mais integrada.

Você não pode verdadeiramente amar ao que não conhece, por isso Sócrates continua atual: Conhece-te a ti mesmo!

Depois de conhecer-se mais, prepare-se para enfrentar os desafios que separam a “pessoa” que você se acostumou a ser (com todas as ilusões, mecanismos de defesa e desculpas nobres), da “pessoa” que você pode efetivamente ser, com todas as suas múltiplas potencialidades.

Vinte itens para compreender e melhorar sua auto-estima
Auto-estima é uma avaliação sua sobre você mesmo – o assunto é você!
Auto-estima é assunto sério, trate-o com seriedade e honestidade.
Você não é como pensa ser ou como os outros pensam que você é. Dedique-se a se conhecer de verdade.
Sua auto-estima total é a soma das parcelas de auto-estima que vem de todas as áreas de sua vida.
Sua auto-imagem se altera quando você amadurece.
Compare-se com seu próprio potencial, não com o dos outros.
Quanto mais você se conhece, apesar do surgimento de imperfeições que você não reconhecia, maiores serão suas condições de estabelecer uma auto-estima saudável.
Narcisismo, egos inchados e excesso de autopromoção jamais serão sinais de auto-estima; são sinais de patologia psicológica.
Compreenda que você é potencialmente maior que sua história passada e presente. Dedique-se a realizar este potencial.
Concentre-se em ser uma pessoa de valor e não de sucesso. Sucesso é opcional e relativo.
Aprenda a exigir-se na medida certa – nem menos, nem mais que o possível.
Compreenda que as opiniões dos outros, mesmo as das pessoas que você mais respeita, são subjetivas, são apenas opiniões. A melhor parte da história da Humanidade é escrita por pessoas que têm coragem de confrontar opiniões.
Seja humilde para consigo mesmo – não se autopromova  nem se autodestrua. Eduque-se!
Não rejeite suas virtudes só porque você também tem defeitos.
Encare as críticas como algo a seu favor e não contra você.
Compreenda que você, assim como os outros, tem o direito de ser feliz e encontrará as condições para isso, apesar dos obstáculos.
Acredite em você, mas não tenha pressa! Autoconfiança se constrói gradualmente.
Se você quer ser melhor, aceite-se. Você não pode mudar o que não reconhece.
Afaste-se das desculpas nobres que encobrem atitudes pobres. Faça verdadeiramente algo por você, ao invés de se desculpar.
Seja gentil com a sua natureza. Você levou anos para ser quem é e levará algum tempo para ser quem deseja ser.

  1. Vinte Sintomas de problemas com a auto-estima
    1) Sentimento constante de inadequação e insuficiência.
    2) Sensação constante de falta de importância e valor.
    3)Presença constante de sentimentos julgados inaceitáveis.
    4) Sensação contínua de estar sendo ridículo.
    5) Fixação no papel de espectador passivo ou vítima constante dos acontecimentos.
    6) Presença constante de sensação de culpa e vergonha.
    7) Dúvidas freqüentes sobre sua capacidade de pensar, decidir e agir corretamente.
    8) Sentir-se indigno e não merecedor de suas conquistas.
    9) Sentir que não tem razões para ser amado.
    10)Sentimento de falta de controle sobre os aspectos mais importantes de sua vida.
    11)Abrir mão de seus valores para assumir os de um grupo, apenas para se sentir aceito ou buscar manter-se completamente alheio a tudo e a todos, em situação extrema de distanciamento, para não ter que defender seus valores.
    12)Medo agudo e permanente diante da necessidade de fazer escolhas.
    13)Falta de confiança em sua competência e ideias, mesmo diante dos menores desafios da vida.
    14)Fuga constante da felicidade.
    15)Dificuldade constante em assumir responsabilidades, especialmente as de maior duração.
    16)Sentimento de que nada de bom pode acontecer a você e que, se acontecer, não vai durar.
    17)Agir teatralmente, buscando sempre chamar a atenção para um valor que no fundo você sabe que não tem.
    18) Fantasiar continuamente sobre seus valores e conquistas.
    19)Agir como se tivesse algum privilégio, carisma ou poder especial e único.
    20)Julgar contínua e compulsivamente todos a sua volta com critérios muito rígidos, que você não aplica a si mesmo.

Carlos Hilsdorf – Consultor, conferencista e pesquisador do comportamento humano. Autor do best seller Atitudes Vencedoras. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e Membro do Conselho Consultivo da ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida.