Auto-estima: diferencial competitivo

— Revista Vencer —

Auto-estima é, com absoluta certeza, um dos temas mais importantes na história do desenvolvimento humano. Sua importância é tão grande que se dedicaram a ele, em pelo menos algum momento de suas vidas, a imensa maioria das personalidades históricas das mais respeitadas áreas do conhecimento, como filosofia, psicologia, psicanálise, antropologia, sociologia, administração e teologia, apenas para citar algumas.

Trata-se de um assunto extremamente sério, mas que é frequentemente tratado de maneira fútil e superficial. Fala-se da auto-estima como se fosse uma questão simples e a colocam na categoria do pensamento positivo, da auto-ajuda, do “faça você mesmo” e das miraculosas promessas de soluções rápidas e práticas oferecidas para todo e qualquer problema em programas de televendas. A maioria das propostas para melhorar a auto-estima mais se parece com as propagandas para calvície e celulite, prometem tudo e não entregam absolutamente nada. Isso ocorre por uma razão principal: estão baseadas em premissas e conceitos equivocados.

Este artigo tem como intenção conscientizar sobre a seriedade do tema e sobre o quanto precisamos nos dedicar à sua compreensão e aplicação cotidiana.

Vamos encontrar a relevância do tema da auto-estima desde a regra de ouro do cristianismo “Ame o próximo como a ti mesmo“, que nos deixa bem claro que sem aceitação e amor para conosco não haverá aceitação e amor para com o próximo, até as questões fundamentais da vida profissional, onde a ausência de auto-estima compromete gravemente a performance de pessoas e organizações.

Por isso, de maneira direta ou indireta, o tema aparece como pano de fundo para importantíssimas conceituações no trabalho de nomes consagrados no RH e na Administração, como Mayo, Maslow, Senge e Drucker, apenas para citar alguns.

Dentro das questões mais atuais de uma sociedade pós-industrial, a demanda deixa de ser por “realizadores de tarefas” e passa a ser por intra-empreendedores. As empresas passam a demandar por pessoas de iniciativa, inovadoras, decididas, dotadas de autonomia, autoconfiança e resiliência. Isso torna evidente o papel da auto-estima como competência essencial para a empregabilidade e desenvolvimento de uma carreira de valor.

A baixa auto-estima prejudica gravemente o processo decisório e o estabelecimento de atitudes vencedoras.

As mudanças na competitividade atual não geraram apenas novas demandas técnicas e tecnológicas, mas igualmente geraram novas demandas psicológicas e colocaram o desenvolvimento da auto-estima no topo da lista das competências essenciais para vencer e ter qualidade de vida.

Afinal, o que é auto-estima?

Sem academicismos, podemos definir auto-estima como sendo o conjunto de crenças e atitudes que você tem em relação a si mesmo, formadas a partir de você e também a partir da opinião dos outros com relação a você.
É importante notar que, quando falo sobre as opiniões das outras pessoas, não estou considerando que todas elas tenham a mesma importância e impacto sobre você e sua auto-estima. As opiniões de outra pessoa são tanto mais impactantes e decisivas quanto maior envolvimento, respeito e admiração você tiver por ela. As opiniões que mais nos abalam são as de um grupo especial de pessoas que temos como referência, pessoas cujas opiniões consideramos especialmente válidas e importantes.

Auto-estima é a sensação e a vivência do seu nível de adequação e aceitação diante dos desafios da vida!

Auto-estima = conseqüências da sua auto-imagem (como você se sente e se vê) + conseqüências da sua imagem percebida pelos outros (como os outros demonstram que vêem você).

É importante observar, logo de cara, o papel fundamental da percepção no desenvolvimento da auto-estima. Você não é necessariamente como pensa ser e também não é necessariamente como os outros o vêem. Tanto você quanto os outros podem estar enganados, interpretando partes da sua imagem como sendo a imagem total e/ou generalizando um momento particular que você está vivendo.

Aqui já temos uma importante reflexão sobre as questões que envolvem a auto-estima: precisamos nos dedicar ao exercício de olhar para nós mesmos com um olhar sincero, deixando de lado as artimanhas que usamos para fugir deste encontro, tais como os mecanismos de subestimação ou superestimação.

Na maioria das vezes você encontra pessoas que se acham “um nada” ou com outras que se acham “o tudo”. Em nenhuma delas o mecanismo da auto-estima vai bem. Estas pessoas vivem em uma bolha de ilusão que construíram com sua “síndrome da vítima” ou na bola de fogo da sua “fogueira da vaidade”. Ambas, sob pressão, desmoronam.

Compreendendo a auto-estima global

Muitas pessoas utilizam a expressão auto-estima em um sentido absoluto, quando deveriam compreender sua composição relativa. Alguém que esteja com relativa baixa auto-estima em função de questões profissionais pode ter excelente auto-estima oriunda das questões sentimentais. Se considerarmos a auto-estima desta pessoa como um todo, ela é menor do que poderia ser em virtude do déficit no setor profissional. Por outro lado, um déficit em uma das áreas da nossa vida não deveria ser generalizado, afetando na totalidade a nossa auto-estima. Ao invés de ficar com baixa auto-estima no todo, deveríamos no máximo ficar com baixa auto-estima na área em que ocorreu o déficit.

Mas o que acontece é que qualquer déficit em uma das áreas compromete a auto-estima como um todo, contamina as demais áreas.

Podemos entender por auto-estima em sentido absoluto o resultado cumulativo das nossas auto-estimas relativas:

“Auto-estima global” = “auto-estima profissional” + “auto-estima sentimental” + “auto-estima espiritual” + “auto-estima sexual” + etc.

O que chamamos de auto-estima real ou global é a conclusão do seu nível de adequação diante das múltiplas situações apresentadas pela vida.

Em termos relativos, podemos entender a auto-estima como uma espécie de comparação entre um desempenho que nós acreditamos que deveríamos ter e aquele que estamos de fato obtendo.

Exemplo de auto-estima relativa ao sucesso profissional:

Auto-estima profissional = Sucesso Vivenciado versus Sucesso Pretendido

Exemplo de auto-estima relativa aos aspectos sentimentais:

Auto-estima sentimental = prazer e realização proporcionados pela relação versus prazer e realização esperados na relação

Importantes ilusões a serem vencidas

Ao perceber o caráter relativo proposto no exemplo anterior, muitas pessoas pensam: “Já sei como melhorar minha auto-estima, é só diminuir as minhas expectativas, querer menos da vida”. Esse erro é muito grave. É fundamental observar que aquilo que pretendemos como objetivo para cada área de nossas vidas só deve ser diminuído se estiver superestimado, exagerado diante de uma análise lúcida da realidade.

Não devemos cair na ilusão de buscar aumentar a nossa auto-estima apenas diminuindo nossas expectativas em cada área de nossas vidas.

É verdade que expectativas menores podem nos conduzir a frustrações menores, mas expectativas pobres significam uma vida empobrecida… E nenhuma vida empobrecida poderá fornecer elevada auto-estima já que, no fundo, auto-estima está diretamente relacionada à auto-realização. Ninguém poderá realizar-se fazendo menos do que tem potencial para fazer!

Auto-estima diz respeito a você. Por isso, lembre-se de não fazer da comparação com os outros o mecanismo principal de medida da sua auto-estima. Tenha as outras pessoas como referências, considerando sempre o contexto delas e sabendo que este contexto é diferente do seu. Podemos até nos inspirar nas outras pessoas em busca do nosso aperfeiçoamento, seja pelo desenvolvimento das nossas virtudes, seja pela superação dos nossos defeitos, mas não podemos nos confundir com as outras pessoas e com o contexto em que as virtudes e defeitos delas acontecem!

Manter uma obsessão comparativa pelo comportamento e êxitos das outras pessoas não colabora com o estabelecimento de uma auto-estima saudável. Lembre-se: auto-estima diz respeito a você! Você não está isolado do mundo, mas tampouco o mundo deve ser o determinante sobre seu sentimento de adequação. Se fosse assim, seríamos sempre reféns sem nenhuma chance de vitória sobre os comportamentos condicionados e o pensamento dominante. Lembre-se de Eleanor Roosevelt, que dizia: “Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento”. As percepções e julgamentos das outras pessoas são apenas uma das inúmeras peças sobre as quais você constrói os alicerces da sua segurança emocional.

Os adversários da auto-estima são: a comparação, a auto-critica, a auto-rejeição, a insegurança.

Auto-imagem e Imagem exterior

Ao analisar a sua auto-estima você deve considerar: 1) a sua auto-imagem, formada pelo seu juízo de valor e adequação quando se compara com a imagem que você quer ter e, 2) a imagem exterior, que, partindo da percepção dos outros sobre você, afeta o seu juízo de valor e adequação.

A sua auto-imagem depende do quanto você se aceita, do seu grau de responsabilidade e do quanto você reforça positivamente suas atitudes vencedoras. Uma auto-estima insuficiente prejudica gravemente o processo de aprendizagem e maturidade, gerando indivíduos problemáticos e profundamente incoerentes.

Tanto sua auto-imagem quanto a imagem exterior possuem duas características que precisamos aprender a reconhecer: a objetividade e a subjetividade. Objetividade é o que de fato aconteceu, subjetividade é aquilo que nós achamos que aconteceu.

Para estabelecer uma auto-estima saudável, você precisa aprender a olhar as coisas sob o critério da objetividade. Não que eu imagine que você consiga desenvolver um olhar supraconsciente, isento de toda e qualquer ilusão, mas quero convidar você a olhar com o máximo critério possível para evitar que ilusões grosseiras (mas muito comuns) afetem a sua auto-estima.

Por exemplo, quando alguém nitidamente egoísta chama outra pessoa de egoísta, existe uma enorme chance de que esta segunda pessoa seja totalmente inocente da acusação. Afinal, dificilmente um egoísta faz apreciações isentas de interesses particulares. Um egoísta acusa porque quer que o outro se submeta ainda mais egoísmo dele. Mas se a segunda pessoa considerar esta opinião como válida (por não perceber a distorção), poderá abalar a sua auto-imagem e, conseqüentemente, a sua auto-estima, passando a se considerar egoísta, apenas por que alguém a vê dessa maneira.

Se seguisse o critério da objetividade, a acusada procuraria observar onde foi que “de fato” ela agiu de maneira egoísta, se esta opinião é verdadeira ou não. Uma grande parte do que as pessoas falam a seu respeito para você não corresponde a nenhuma realidade objetiva. Pode ter certeza disso.

Principais dificuldades no estabelecimento da auto-estima saudável

A primeira e mais séria dificuldade no estabelecimento da auto-estima saudável é aceitar qualquer valor externo a você como mais importante e significativo que os valores internos.

Outra dificuldade a ser vencida é conhecer-se com sinceridade, não fugindo de si mesmo, de suas dúvidas, traumas, medos, incertezas e do seu estilo pessoal de reagir aos fatos. Precisamos parar de agir como se fôssemos desta ou daquela maneira e passar a agir como somos de verdade.

É fundamental compreender que muitas das nossas dores já são cicatrizes e, portanto, se referem a algo que já impactou suficientemente as nossas vidas. Temos a tendência de continuar alimentando sucessos ou fracassos que não existem mais e, ao fazer isso, exacerbamos ou diminuímos desnecessariamente a nossa auto-estima. Cada acontecimento tem uma data de validade em nossas vidas. Não continue se alimentando com os que já venceram.

Traumas de infância, adolescência e outras épocas anteriores de sua vida precisam ser compreendidos dentro do contexto e tempo em que ocorreram. Suas repercussões atuais devem se dar no campo das contribuições para a nossa maturidade e não no campo da nossa coleção de objeções à vida atual!

Existem muitos métodos, abordagens e terapias que podem e devem ser empregados para nos auxiliar a colocar estas lembranças em seus devidos lugares. Não hesite em lançar mão deles.

É preciso ter coragem para enfrentar o desconforto e o desgaste de sair de nossa zona de conforto. Ao invés de nos desculparmos pelo que ainda não somos, temos que agir de maneira lúcida para nos tornar o que podemos e devemos ser.

Uma imensa maioria das pessoas perde o jogo de suas vidas sentada na arquibancada, sem nem sequer entrar em campo para ver o que de verdade poderiam fazer. No cinema, a sombra dos monstros é sempre maior que os monstros. Na vida psíquica também é assim. Vencer o comodismo de já saber o suposto resultado do jogo e ter que se conformar com ele é outra dificuldade fundamental a ser vencida. Se você não vencer os aspectos menos positivos da sua própria história, não poderá jamais estabelecer uma auto-estima saudável.

Reconheça-se como uma pessoa que às vezes acerta, outras erra, que às vezes ganha, outras perde e que acertar, errar, ganhar e perder são somente circunstâncias. Você é sempre maior que as circunstâncias. Mas veja bem, ser maior que as circunstâncias não significa que você é um ser acima do bem e do mal ou que os acontecimentos não fazem diferença. Significa que você é um ser humano normal, que aprende com suas experiências, mas que elas são apenas parte e não a totalidade da sua vida!

O perigo da falsa auto-estima

Pessoas que se aplaudem demais, dizem que se amam demais e acreditam que são “super” estão muito mais doentes do que pensam! O que acontece é justamente o contrário.

Pessoas narcisistas têm na verdade uma auto-estima baixa, disfarçada de auto-estima elevada. Egos inchados escondem pessoas inseguras e imaturas. Pessoas que se aplaudem demais temem que os outros não o façam e por isso se disfarçam de vencedoras, mas têm, na verdade, um imenso medo da vida e uma insegurança gigantesca. São pessoas que não suportam um teste de solidão, se desesperam quando ficam sozinhas, porque no fundo não conseguem ficar consigo mesmas.

Pessoas que mentem continuamente para si próprias e estabelecem esta falsa auto-estima, ainda que experimentem sucesso e prosperidade, acabam colocando tudo a perder em situações sempre trágicas, envolvendo desvios éticos e morais graves e/ou buscando o auto-aniquilamento direto ou indireto através de drogas, busca constante de situações de risco , auto sabotagem e até mesmo suicídio. A vida de muitas celebridades e personalidades, especialmente no mundo das artes e da política, é  exemplo conhecidíssimo destes fatos. Deu para você perceber o perigo das receitas baratas de obtenção de uma falsa auto-estima?

Longe de encerrar em tão breve artigo um tema tão vasto e relevante como o da auto-estima, é válido relembrar os seguintes fatos: o assunto é muito, mas muito mais sério que a maioria das abordagens que recebe no dia-a-dia. Além de suas dimensões particulares, o tema tem reflexos diretos e intensos no desenvolvimento das competências essenciais hoje demandadas no ambiente corporativo. Não podemos obter melhora na nossa auto-estima com métodos simplistas baseados em frases motivacionais do estilo pensamento positivo, repletas de forma, mas ocas de conteúdo.

Se quisermos melhorar nossa auto-estima, teremos que reavaliar e tratar em níveis mais profundos as origens das cicatrizes existentes na nossa auto-imagem. Auto-estima e autoconhecimento caminham juntos, mas não são um processo fácil nem rápido de alterar. Isso exige coragem, discernimento, disciplina e persistência. Antes de melhorar nossa auto-estima, temos que vencer o medo e a preguiça que nos impedem de nos conhecer melhor. Na maioria das vezes, teremos que vencer o desconforto de perceber que nós mesmos nos abandonamos nos caminhos da vida e que vai ser necessário esforço, trabalho duro e consciente para estabelecermos novamente uma postura vencedora diante dela, e que isso  só depende de mim mesmo.

As cicatrizes na nossa auto-imagem, de qualquer origem, são, na sua maioria, profundas e dolorosas e não cedem com remédios baratos. Não há receita mágica nem universal para eliminá-las. Cada indivíduo tem um processo que é único no resgate da sua auto-imagem positiva.

Para vencer estes desafios, teremos que compreender que não basta autoconfiança, como propõem alguns métodos miraculosos do tipo “recupere a sua auto-estima em algumas lições”. Não basta autoconfiança, porque autoconfiança não é algo que você possui antes de realizar vitórias. Você vence uma dificuldade, então adquire confiança que pode avançar e vencer outra, e depois outra maior. Não existe autoconfiança na ausência do êxito. É o sucesso que gera a autoconfiança e não a autoconfiança que gera o sucesso.

Somente quando experimentamos muitos sucessos seqüenciais é que desenvolvemos uma espécie de “estoque de autoconfiança”, que patrocina nossas vitórias até mesmo em novas áreas de atuação. Mas no início você precisará vencer várias batalhas para que se instale uma auto-imagem melhor e um bom nível de autoconfiança.

No atual estado da nossa competitividade (no mundo dos negócios), que exige decisões rápidas, atitudes proativas e assertivas dentro de uma visão empreendedora, seu nível de auto-estima, assim como as demais características que denotam a sua maturidade psicológica, tornam-se fatores essenciais para a sua empregabilidade e desenvolvimento de uma carreira prazerosa e de sucesso. Torna-se inevitável nesta era de convergência que passemos a abordar o Homem e todos os temas que lhe dizem respeito, de maneira cada vez mais integrada.

Você não pode verdadeiramente amar ao que não conhece, por isso Sócrates continua atual: Conhece-te a ti mesmo!

Depois de conhecer-se mais, prepare-se para enfrentar os desafios que separam a “pessoa” que você se acostumou a ser (com todas as ilusões, mecanismos de defesa e desculpas nobres), da “pessoa” que você pode efetivamente ser, com todas as suas múltiplas potencialidades.

Vinte itens para compreender e melhorar sua auto-estima
Auto-estima é uma avaliação sua sobre você mesmo – o assunto é você!
Auto-estima é assunto sério, trate-o com seriedade e honestidade.
Você não é como pensa ser ou como os outros pensam que você é. Dedique-se a se conhecer de verdade.
Sua auto-estima total é a soma das parcelas de auto-estima que vem de todas as áreas de sua vida.
Sua auto-imagem se altera quando você amadurece.
Compare-se com seu próprio potencial, não com o dos outros.
Quanto mais você se conhece, apesar do surgimento de imperfeições que você não reconhecia, maiores serão suas condições de estabelecer uma auto-estima saudável.
Narcisismo, egos inchados e excesso de autopromoção jamais serão sinais de auto-estima; são sinais de patologia psicológica.
Compreenda que você é potencialmente maior que sua história passada e presente. Dedique-se a realizar este potencial.
Concentre-se em ser uma pessoa de valor e não de sucesso. Sucesso é opcional e relativo.
Aprenda a exigir-se na medida certa – nem menos, nem mais que o possível.
Compreenda que as opiniões dos outros, mesmo as das pessoas que você mais respeita, são subjetivas, são apenas opiniões. A melhor parte da história da Humanidade é escrita por pessoas que têm coragem de confrontar opiniões.
Seja humilde para consigo mesmo – não se autopromova  nem se autodestrua. Eduque-se!
Não rejeite suas virtudes só porque você também tem defeitos.
Encare as críticas como algo a seu favor e não contra você.
Compreenda que você, assim como os outros, tem o direito de ser feliz e encontrará as condições para isso, apesar dos obstáculos.
Acredite em você, mas não tenha pressa! Autoconfiança se constrói gradualmente.
Se você quer ser melhor, aceite-se. Você não pode mudar o que não reconhece.
Afaste-se das desculpas nobres que encobrem atitudes pobres. Faça verdadeiramente algo por você, ao invés de se desculpar.
Seja gentil com a sua natureza. Você levou anos para ser quem é e levará algum tempo para ser quem deseja ser.

  1. Vinte Sintomas de problemas com a auto-estima
    1) Sentimento constante de inadequação e insuficiência.
    2) Sensação constante de falta de importância e valor.
    3)Presença constante de sentimentos julgados inaceitáveis.
    4) Sensação contínua de estar sendo ridículo.
    5) Fixação no papel de espectador passivo ou vítima constante dos acontecimentos.
    6) Presença constante de sensação de culpa e vergonha.
    7) Dúvidas freqüentes sobre sua capacidade de pensar, decidir e agir corretamente.
    8) Sentir-se indigno e não merecedor de suas conquistas.
    9) Sentir que não tem razões para ser amado.
    10)Sentimento de falta de controle sobre os aspectos mais importantes de sua vida.
    11)Abrir mão de seus valores para assumir os de um grupo, apenas para se sentir aceito ou buscar manter-se completamente alheio a tudo e a todos, em situação extrema de distanciamento, para não ter que defender seus valores.
    12)Medo agudo e permanente diante da necessidade de fazer escolhas.
    13)Falta de confiança em sua competência e ideias, mesmo diante dos menores desafios da vida.
    14)Fuga constante da felicidade.
    15)Dificuldade constante em assumir responsabilidades, especialmente as de maior duração.
    16)Sentimento de que nada de bom pode acontecer a você e que, se acontecer, não vai durar.
    17)Agir teatralmente, buscando sempre chamar a atenção para um valor que no fundo você sabe que não tem.
    18) Fantasiar continuamente sobre seus valores e conquistas.
    19)Agir como se tivesse algum privilégio, carisma ou poder especial e único.
    20)Julgar contínua e compulsivamente todos a sua volta com critérios muito rígidos, que você não aplica a si mesmo.

Carlos Hilsdorf – Consultor, conferencista e pesquisador do comportamento humano. Autor do best seller Atitudes Vencedoras. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e Membro do Conselho Consultivo da ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida.

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